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Uma vida de sonhos - Parte 2

Nos últimos 10 anos tive uma actividade profissional muito intensa. Cheia de novas experiências, muita dedicação e até sacrifício. Cheguei a ser visto em casa como um "estranho", tal era o pouco tempo que ali passava. Quando os meus filhos me viam ali muito tempo, pensavam que algo estava a correr mal. Em 10 anos, ajudei a crescer uma pequena empresa, que facturava uma dezenas de milhar de euros/ano, para uma totalmente diferente, que chegou a facturar quase dois milhões por ano. Pelo meio ainda ajudei a criar uma nova empresa de "trading" (comercio internacional) que rapidamente chegou a facturar mais de um milhão de euros. Mas, tudo isto parecia pouco, aos olhos de alguns. Por isso, arriscamos outros mercados para tentar ganhar alguma estabilidade e enfrentar a crise que se estava a instalar no mercado nacional. Mas tudo saiu ao contrario. Nem crescimento, nem estabilidade, nem novas forma de contornar a crise. Com um endividamento excessivo e com a crise...

Uma vida de sonhos - Parte 1

Desde muito cedo que fui uma pessoa determinada. Peguei nos meus sonhos e trabalhei para os concretizar. Uns consegui, outros ainda não.  Um dia vi um electricista a trabalhar e decidi ali que queria ser electricista. Teria por volta dos 10 anos de idade. A vida continuou, estudei electrotecnia e tornei-me electricista por volta dos 18 anos. Mas achava que só me poderia realizar pessoalmente se trabalhasse por conta própria. Aos 20 anos comecei a fazer alguns pequenos trabalhos por conta própria. Tinha dois "empregos". um na fabrica, como electricista de manutenção, e outro ao fim do dia e fins de semana em casa de pessoas conhecidas a fazer instalações eléctricas.  Aos 21 contratei o meu primeiro colaborador, comprei o primeiro carro, uma carrinha Renault 4L nova, e fiz talvez o melhor negócio da minha vida (até hoje). Quando fui chamado a "negociar um aumento de ordenado, convenci o meu patrão a pagar-me o ordenado que eu tinha no ano anterior (a tempo inteiro),...

Novos desafios

A idade vai trazendo outras formas de ver as coisas. Outra forma de encarar a vida e de enfrentar os desafios. A experiência vai deixando cair algumas expectativas e vai requerendo mais tranquilidade nas nossas decisões. Por tudo isto, torna-se cada vez mais difícil tomar  decisões arriscadas . Se por um lado não podemos por em causa aquilo que conseguimos, por outro sente-se que não podemos adiar certas decisões, com o risco de nunca as virmos a tomar. Mas, há uma altura que se torna imperativo decidir. Nem que isso nos roube alguma tranquilidade e  algumas horas de sono. Esse momento está a chegar. Há que virar algumas páginas. Não vale a pena continuar a adiar aquilo que achamos que nos realiza. Os próximo dias serão de grandes mudanças. Espero que seja para melhor. Vamos a isso!

O que é preciso é calma

Nos últimos tempos as coisas tem andado tão calmas que nem há motivo e/ou motivação para escrever alguma linhas. Talvez esta calmaria traduza a verdadeira essência da "coisa". A maioria da nossa gente contenta-se com a sua rua e/ou a sua valeta ajeitada. É isto que é preciso cuidar. Não vale a pena ter ilusões. Só o tempo pode alterar esta nossa condição. Não vejo força nem motivação para reivindicar mais obras, mais desenvolvimento ou mais autonomia. Somos um povo resignado. Tristemente resignado. Ao nosso lado vemos outras freguesias a desenvolver-se. Pessoal a trabalhar nas ruas todos os dias. Ruas, jardins, passeios, etc. Qual será o segredo? Para esses há dinheiro. Há máquinas. Há materiais. Qual é a diferença? Prometeram-nos "mundos e fundos". Íamos ser a segunda maior "freguesia" do concelho. Íamos ter máquinas , pessoal, influência, etc, etc, etc. E agora? Qual é o problema?  Sei que não deve ser fácil. Mas não foi por falta de aviso. Ag...

Incêndio nas margens da Pateira

No passado sábado fui alertado, pela chamada de um amigo, de que havia um incêndio para os lados da Pateira em Espinhel.  Como não estava nesta zona, aproveitei para ligar ao meu irmão e saber onde era e qual a dimensão do incêndio.  Afinal era na zona do "Adouro", já em terras de Óis da Ribera. Pelos vistos o fogo era de pequena dimensão e a rápida intervenção dos meios de combate, dominaram rapidamente o incêndio. Não sei qual terá sido a origem, talvez uma queimada, ou algo mais "abusivo",  terá saído de controlo e alastrar às redondezas. Mas o que me leva a escrever sobre este assunto e o perigo que existe naquela encosta. Terrenos abandonados, sem qualquer limpeza. Uma floresta descontrolada, com um misto de vegetação sem qualquer ordenamento nem limpeza.  Um dia destes é mesmo a sério e não há meios de combate que nos acudam.   

A Festa da Pateira e o Dia da Freguesia

Já  varias vezes aqui fiz referencia à importância que tinha o segundo domingo de Julho para a Freguesia de Espinhel, mas nunca é demais relembrar. No tempo em que em redor da Pateira se faziam bailes e festas populares, um pouco por todo o lado, em Espinhel, no segundo domingo de Julho,  as pessoas reuniam-se nas margens do nosso "ribeiro", com os seus farnéis, por ali conviviam e merendavam. Os mais novos faziam um recinto, vedado com acácias, pois o dinheiro do bilhete era preciso para pagar ao "jazz" e não se podia facilitar. Ali dentro dava-se um pezinho de dança, tentava-se um "engate", que quando corria bem, podia alargar-se depois para as imediações. Era um fim de semana de festa e todos se orgulhavam do seu baile ser melhor que o do vizinho. As coisas foram mudando e as Festas da Pateira foram deixando de ter aderência e foram acabando um pouco por toda a zona ribeirinha. Em Espinhel, a ultima Festa da Pateira, penso que foi realiz...

O CIAP mudou de nome

Embora quase em segredo, o Centro de Interpretação do Arroz e da Pateira, está prestes a abrir ao publico. Num projecto bastante interessante, será possível juntar as novas tecnologias às tradições do cultivo do arroz. Mas, parece que algo mudou desde a concepção do projecto até ao resultado final. Se bem me lembro (e eu lembro-me bem), o projecto inicial tinha como base a Pateira e o arroz do Vale do Cértima. Aliás, inicialmente era mesmo para se chamar Centro de Interpretação do Arroz e da Pateira. Por isso vejo com alguma estranheza o facto de agora ser publicitado como Centro de Interpretação do Arrozais. Parece-me redutor este nome. Acho que estamos a desperdiçar uma "marca" com enorme relevância nacional e internacional que é a Pateira. Essa marca iria "alavancar" este projecto e dar-lhe outra força. mas o pessoal do marketing é que sabe destas coisas e tem obrigação de saber o que anda a fazer. Centro de Interpretação dos Arrozais, pode ser...