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Assembleia de Freguesia: O que realmente importa

Hoje li (e reli) com atenção o que o João Coelho escreveu para o Jornal Região de Águeda sobre a ultima sessão da Assembleia de Freguesia. Embora reconheça o valor jornalístico da informação ali prestada, parece-me que foi dado demasiado destaque a uma situação que, de tão recorrente, nada acrescenta ao que realmente interessa à Freguesia.  É certo que a discussão não foi muito produtiva (tal como eu tinha previsto na publicação anterior), pois parece que tudo estava preparado para ser "abreviado" e poucos tinham disposição para intervir. Acho que o Presidente da Junta também não esteve bem ao entrar no desafio de "medir à fita" o trabalho realizado antes e depois. Para quem está habituado a estas lides, parece-me mau deixar-se "enrolar" neste tipo de quezílias sem nexo.  Quanto às propostas e à criticas que tive oportunidade de fazer sobre elas, parece-me "curto" fazer uma lista de propostas que, algumas delas, consta...

Última Assembleia de Freguesia de 2015

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Amanhã temos mais uma sessão da Assembleia de Freguesia. A última de 2015. Nesta sessão serão abordados vários temas, mas destaco a "discussão" de votação do Plano e Orçamento para 2015. Já tive oportunidade de falar sobre o papel que eu gostaria que a Assembleia tivesse na escolha das opções para a Freguesia. Mas a democracia é o que é, e regesse pela vontade das maiorias. E esta maioria é a vontade do povo que nos elegeu. Por isso, a suposta discussão do Plano e Orçamento, não deverá passar de uma mera aprovação daquilo que o executivo apresentar. Até porque a sessão será seguida de um jantar  de fim de ano e a "paciência" para discutir e analisar os documentos não será muita. Mas a minha reflexão de hoje tem mais a ver com o meu conceito de Assembleia e as vantagens e desvantagens das maiorias. Na minha opinião as maiorias retiram capacidade de negociação e disponibilidade para ouvir as partes envolvidas. Decide-se antecipadamente e depois a Ass...

Regeneração Urbana; uma oportunidade

A Câmara Municipal de Águeda já definiu a zona de intervenção para a Reabilitação Urbana (ARU) para a cidade. A medida foi aprovada pela Assembleia Municipal, com carácter de urgência, para poder concorrer a apoios do Portugal 2020. Mas, nessa sessão da Assembleia Municipal, o Presidente prometeu que iriam ser definidas mais vinte ARU, nas freguesias. Para a União de Freguesias de Recardães e Espinhel, referiu que estavam previstas três áreas de intervenção. Uma em Recardães de Baixo, outra em Paradela e outra em Espinhel. Ora, aqui está uma "janela" de oportunidade para as Juntas de Freguesia, que se queixam de falta de obras no seu território (algumas com razão, outras nem por isso), para poderem ver alguns projectos de grande impacto para a população serem financiados com apoios comunitários. É uma oportunidade para exigir que seja dado um tratamento idêntico ao que foi dado à cidade. Não basta a Câmara e o estado, darem...

Parque da Pateira sem Casas de Banho. Por quanto tempo?

O parque na Pateira de Espinhel, dificilmente terá o novo edifício, com casas de banho e bar, a funcionar no próximo ano. Já passamos "um ano" sem esta infra-estrutura e parece que ninguém se preocupa minimamente em resolver o problema com celeridade de forma a termos um serviço, que é básico, na próxima primavera.  Já ouvi muita gente a criticar, outras a desculparem-se, mas ainda não vi ninguém a assumir um prazo para que a situação seja ultrapassada. Só vejo gente a criar obstáculos e poucos a darem soluções. Todos sabem que fui contra a demolição do edifício antigo e  alguns sabem que tenho sugerido várias soluções para resolver o problema rapidamente. Forneci/sugeri modelos, projectos e orçamentos. Agilizei contactos para encontrar a melhor solução, tanto de localização como tecnicamente. Mas o que é certo é que, quase um ano depois dos primeiros contactos, tudo parece estar na mesma. Espero estar enganado. E se e...

Junta reduz horário de funcionamento Posto de Espinhel

Na ultima campanha autárquica foi assumido por todas as candidaturas, nomeadamente pelos vencedores das eleições, que as freguesias não iriam perder a sua identidade nem os serviços que tinham até aí. Aliás, a grande bandeira da "agregação" era de que todos ficaríamos a ganhar, pois teríamos possibilidade de obter outros meios que sozinhos não conseguiríamos. Se numa fase inicial se reconhece um esforço de "conquista" da popularidade e simpatia das populações da Freguesia de Espinhel, através de uma série de trabalhos e "operações de charme", o que é certo é que lentamente sentimos o esvaziamento desse ímpeto inicial. Na ultima sessão ordinária da Assembleia, um dos elementos elencou uma série de problemas que, segundo ele (e eu concordo), fazem com que a população se sinta defraudada. Ora, esta critica, vinda de uma elemento que faz parte do grupo do poder, é tudo menos menos suspeita.  Numa primeira fase, alteraram o horári...

Este é um país fantástico

Já dizia Júlio César, antigo imperador romano (100-44 a.C): " Há nos confins da Ibéria, um povo que nem se governa nem se deixa governar". Este é realmente um povo incomum . Depois de uma época de extrema austeridade, em que o povo saiu à rua varias vezes em protesto, em que a classe média perdeu muito do seu poder de compra, em que muitas famílias perderam as suas casas, os seus filhos emigraram em busca de alternativas, eis que, este mesmo povo, decide continuar este caminho que tanto (aparentemente) lhe tinha custado a percorrer.  Acredito que este povo tenha a esperança de que tenha valido a pena, e que a partir de agora, o caminho seja mais suave e, talvez um dia, lhe devolva uma melhor qualidade de vida.  Mas eis que uma classe privilegiada, não tocada por esta austeridade avassaladora, não compreendeu o que se passou ao fim de todo este tempo. Uns, empolgados com os resultados (acho que nem mesmo eles os esperavam), acham que tudo co...

Assembleia de Freguesia: As inconformidades do costume...ou nem por isso

Desde a primeira hora que foi acusado de ter "excesso de zelo" e querer complicar o exercício do poder. Como se costuma dizer, "não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira impressão". E provavelmente terá sido isso que aconteceu. Na altura da tomada de posse dos órgãos autárquicos, chamei à atenção para uns "pormenores" que não tinham sido cumpridos. Enquanto o Presidente da Junta, presidia ainda à assembleia, esta ficou por alguns instantes com 13 elementos, o que não era possível. Primeiro o Presidente da Junta teria de se retirar para a mesa do executivo e só depois "subia" outro elemento para o seu lugar. Mas a coisa passou assim e ninguém fez grande questão com isso. E isto já era uma questão que eu tinha levantado no mandato anterior, pois aconteceu exactamente a mesma coisa. Agora, na penúltima sessão, o Presidente da Junta não compareceu e não delegou a sua função num dos seus colegas de executi...