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A Olaia - A árvore de Judas

Ninguem sabe ao certo quantos anos tinha a velha Olaia do Adro da Igreja de Espinhel. O que se sabe é que no passado dia 17, uma parte desta velha árvore partiu e caiu para a estrada. Depois de avaliada a "saúde" do que restava da velha Olaia, os peritos decidiram cortar o que restava desta árvore, já que esta ameaçava cair e poderia colocar em perigo quem por ali circula. Depois de uma pesquisa rápida, apurei que esta árvore tem um nome latino,  Cercis siliquastrum. É da família das Fabáceas - Leguminonas, e tem vários nomes comuns:   Olaia, Árvore-de-judas, Á rvore-do-amor e P ata-de-vaca. É uma árvore de folha caduca, de médio porte e a sua copa pode atingir mais de 7 metros de altura.  Como curiosidade, parece que, embora  a versão mais conhecida sobre a morte de Judas se refira a uma figueira, uma outra lenda, conta que foi numa Olaia que o apóstolo se enforcou. Ainda segundo a mesma lenda, este acto tornou róseas as suas flores,  que in...

Portugal está a arder

Pois, mais uma vez, Portugal está a arder. Para uns é um espectáculo, mas para outros é um verdadeiro inferno. As redes sociais e as televisões em directo tem servido de incentivo para ambos os lados. Se por um lado tem ajudado na mobilização das pessoas para ajudar no "combate", também servirá de incentiva aos "pirómanos" que se deliciam com estas imagens. Depois há os negócios por detrás deste flagelo. Há muita gente a ganhar muito dinheiro com tudo isto.  Há ainda a "visibilidade" que alguns conseguem com estas coisas. Não quer dizer que, em alguns casos, seja propositado. Mas a verdade é que o protagonismo que muita gente consegue nestes dias, não se repetirá em circunstancias normais. Agora voltamos todos, ou quase todos, a falar de prevenção. Mas "amanhã" já ninguém se lembrará disso. E não se lembram porque a prevenção não tem o protagonismo do combate. Não vem as televisões, nem os jornais, nem as redes sociais. É trabalho de...

Anda aí o MID

No verão passado ouvi falar pela primeira vez no MID. Ora o MID, supostamente, seria o Movimento Independente dos Desalinhados. Pessoas que fariam parte do "sistema", mas que não estariam contentes com as lideranças.  Sinceramente, pareceu-me tratar-se de uma brincadeira. Mas as coisas foram evoluindo e continuei a ouvir falar cada vez mais neste nome. Mas quem estaria por trás desta ideia? Será que realmente se tratava de uma brincadeira ou haveria alguns interesses políticos por detrás disso?  Mas, nem quem pronunciava esse nome com  frequência, se "descosia" sobre o assunto (nem sei se realmente sabia de quem se tratava). Mas o que é certo é que no final do ano, aparece num jornal local uma mensagem de natal, não do MID, mas de um MIDA.   Talvez a coisa tenha evoluído, ganho outra dimensão e passou a ter outra abrangência.  O que é certo é que há grandes movimentações para se criar uma movimento de cidadãos "indepen...

Há assuntos "tabu". A agregação é um deles.

Em tempos houve na política vários "tabus" que duraram bastante tempo. Os mais famosos foram talvez o de Cavaco Silva, que deram até origem a um blogue. Na nossa assembleia de Freguesia parece que tambem há assuntos "tabu". Um deles é o descontentamento ou contentamento da população com a agregação. Na ultima assembleia, foi "obrigado" a puxar o tema para o debate, pois houve uma intervenção de uma pessoa do publico, que levantou a questão do suposto beneficio da Freguesia de Espinhel em relação a Recardães.  Já não é a primeira vez que isto acontece. Mas, da parte dos elementos da Assembleia , nem uma palavra. Parece que anda toda a gente com medo de falar deste assunto. Mas nós não fomos eleitos para ter medo das palavras e de manter o assunto "tabu". Devemos falar sobre todos os problemas que afectam a população, independentemente de ferir algumas susceptibilidades. Acabei por questionar o executivo sobre qual a posição que teria sobr...

É proibido baixar os braços

Há dias em que nos sentimos "em baixo". Talvez fruto de uma revolta que "moi" por dentro. Talvez resultado de vermos o nosso mundo" a decompor-se pouco a pouco. Mas, antes de mais, cabe-os fazer uma reflexão mais profunda. Tentar perceber a origem das coisas. O porquê de tudo o que nos está a acontecer. Será que estamos sozinhos? Será que temos o "mundo" contra nós? Será que estamos errados? Não. Tem de haver uma razão. Temos de "sair à rua" e tentar perceber o que se passa à nossa volta. Perceber como "dar a volta". Estamos proibidos de desistir. Os nosso filhos nunca no iriam perdoar, se um dia soubessem que baixamos os braços. Que não resistimos. Que viramos a cara, como se não fosse nada connosco. Talvez não seja preciso muito alarido. Talvez com pequenos passos, possamos reaver algo daquilo que nos tiraram. Aquilo que nos dá o alento que nos está a faltar neste momento. Aqueles que pensavam que, por um qualquer motivo, eu...

Levaram-nos os anéis e agora levam os dedos

Nos últimos tempos, em nome de uma suposta austeridade da qual não temos nenhuma responsabilidade , retiraram-nos o pouco que nos tinha sobrado dos tempos áureos em que foram historicamente importantes. Segundo alguns historiadores, estas terras terão sido povoadas há mais de 4.000 anos. Há 500 anos foi-nos concedido o Foral (junto com Is da Ribeira e Fermentemos, sendo Óis a sede desse concelho). Mas isso foi há demasiado tempo. Nos tempos modernos fomos perdendo importância. Fomos perdendo influência. Por várias razões, não conseguimos acompanhar a evolução de outras Freguesias vizinhas. Em 2013 fomos "agregados" por outros maiores, mais influentes e mais persistentes. E demos de barato esse facto. Aprovamos, validamos e alguns até saudaram esse momento "histórico".  Disseram-nos que não íamos perder a identidade, os usos e costumes. Mas isso já nós tínhamos perdido há muito tempo.  A id...

O 2º domingo de Julho era o Dia da Pateira e da Freguesia

Há muitos anos, as populações ribeirinhas tinham como tradição comemorar a Festa da Pateira, do Ribeiro ou da Lagoa. Era assim com Espinhel, Óis da Ribeira, Requeixo, Carregal, Rêgo e Perrães, pelo menos são os que me lembro. As pessoas reuniam-se nos "pousios", com as suas merendas e dançavam (os que podiam) ao som dos grupos da época. Foi assim, durante décadas. Hoje, já poucos mantêm essa tradição (penso que só Requeixo). Em Espinhel, a data festiva era o 2º Domingo de Julho. Mas como tudo na vida, essa tradição também se perdeu no tempo. No entanto, em boa hora, foi adaptada a "festividade" para se comemorar o Dia da Freguesia. Esta data passou então a ser um momento de reunião de toda a Freguesia, muito dispersa, e que necessitava de momentos de confraternização que fizessem crescer o sentido de união.  Assim foi durante muitos anos, sem nunca fugir à tradição de comemorar o 2º domingo de Julho. Até que um dia, alguém se le...