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O espectáculo em torno dos contratos de associação no ensino - Parte 2

Depois de muito espectáculo, de muita desinformação e contra-informação, eis que começam a aparecer os primeiros resultados desta "reforma". A vontade de mudar tudo de uma vez, de mostrar trabalho e , quem sabe, de pagar alguns favores, faz com que nem sempre as decisões sejam as mais acertadas. Mas uma vez, parece que as coisas foram feitas a "régua e esquadro", lá de um qualquer gabinete e nem as autarquias com projectos piloto de descentralização foram ouvidas (pelo menos que se saiba).  Não faz sentido que uma autarquia que se disponibilizou para integrar o grupo pioneiro da descentralização da educação, agora seja posta de lado quando é preciso reajustar a rede de oferta escolar. Em Águeda concretamente, sabíamos que tínhamos menos alunos, e que era preciso reajustar o numero de turmas em cada escola. Mas também sabemos que, no 2º e 3º ciclo, não houve nenhuma alteração da rede escolar. As escolas foram melhoradas, mas não foi contruída nenhuma nova escola...

O espectáculo em torno dos contratos de associação no ensino

Não há nada mais triste que ver as crianças e jovens a servir de arma de arremesso em politica.  E os respectivos pais e encarregados de educação vão por arrasto.  Fazem filmes, páginas nas redes sociais, como se de um verdadeiro espectáculo se tratasse. Mas afinal, são os mesmos que defendem a austeridade, a retirada das gorduras do estado e a racionalização da despesa publica. Sim, mas isso é quando é com os outros, porque quando no toca a nós, é o cabo dos trabalhos. Onde estavam quando se despediram centenas de professores e deixaram outros tantos com horário zero por falta de alunos? Onde estavam quando se aumentaram o nº de alunos por turma? Onde estavam quando se acabou com a Formação Cívica e o Apoio ao Estudo? Ando nisto há muito tempo. O tempo suficiente para perceber que quando a "broa" é pequena, as fatias cortam-se mais finas, de maneira a dar para todos. O numero de alunos diminui drasticamente. É preciso perceber isto. Esta diminuição deve ser assumida ...

Todos podem opinar, mas no fim mando eu

A democracia participativa é talvez a mais justa forma de gerir a coisa publica. Em Portugal, após mais de 40 anos de democracia, temos ainda muito que aprender com exemplos históricos de participação na gestão dos nossos recursos. Vi há dia um documentário sobre uma comunidade que, segundo vários registos, desde o século XVII, vivia numa espécie de "estado independente", dentro do próprio estado, e onde a população se regia por leis próprias e, mesmo com hierarquia, participava em todas as decisões importantes para a comunidade. Essa comunidade funcionava tão bem, que acabou "arrasada" do mapa em nome do progresso de um país que continua dos mais atrasados do seu continente. Após todos estes anos, continuamos "escravos" de organizações, de vária índole, que continuam a fazer sempre as mesmas asneiras e a elegerem sempre os mesmos para os lugares cimeiros de poder.  Mas o povo, entre "novelas e futebol", lá vai de vez em quando às urnas, a...

Orçamento Participativo 2016

Está lançada a 2ª edição do OP do Concelho de Águeda. Este ano as regras mudaram. O nº de propostas que passam à 2ª fase terá a ver com o nº de participantes. Vamos ver como correm as coisas e qual será a movimentação das pessoas. Esta sexta feira haverá uma sessão no edifício Junta de Freguesia em Espinhel e não consigo prever como as coisas irão correr. Provavelmente veremos aprovar propostas que nada tem a ver com a Freguesia. Mas isso não importará a muita gente. Espinhel sempre ficou para ultimo plano e desta vez não deverá ser muito diferente. Em 1º lugar, porque as pessoas desta terra não são dadas a grandes participações. Em 2º, porque há gente que vai andar de sessão em sessão a tentar aprovar as suas propostas, algumas delas de índole profissional, a exemplo do que já aconteceu no passado. Apesar de tudo, lá estarei. Embora ande um bocado "esvaziado" de ideias, pode ser que há ultima hora apareça alguma de jeito.

O Foral dado ao concelho de Óis da Ribeira

Enquadrada na chamada Reforma dos Forais, ou Forais Novos, feita no reinado de D. Manuel I, a 2 de Junho de 1516, foi dado Foral ao Concelho de Óis da Ribeira. Depois de algum tempo dedicado à pesquisa deste tema (e não é preciso muito, pois hoje tudo está à distancia de um click), eis que o documento aparece no site da Câmara Municipal de Águeda, com referencia a que um dos originais (foram feitos três), foi comprado pela Câmara em 1983, a um leiloeiro em Lisboa. Como a escrita da altura não é muito fácil de interpretar, e a leitura digital tambem não tem qualidade, procurei outras fontes para tentar perceber o que de essencial constaria neste documento. Encontrei então uma "descrição resumida", e que presumo correcta, sobre a história da Vila de Fermentelos, publicada pela Comissão de Festas da Nª Sra. da Saúde (Fermentelos)- 2005, q ue diz ser baseada nos arquivos históricos da Universidade de Coimbra, e que é a seguinte: ."Dom Manuel per graça de Deos Rey de Pu...

Limites administrativos da Freguesia continuam com erros graves

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Já em tempos tivemos de intervir para corrigir os erros nos limites administrativos da Freguesia de Espinhel. O caso até fez capa de jornal e originou promessas de processos judiciais e impugnações. O que é certo é que alguns (pequenos) ajustes foram feitos e, pelo menos o caso do limites com a Freguesia de Fermentelos que vinha até a terrenos da Gocha, foi (mal) corrigido. Agora já  temos um bocadito de água (pouco mais do que o limite dos "coretos"), o que de modo nenhum corresponde à realidade. Mas o erro mais gritante (que eu tenha reparado - e ainda não analisei tudo ao pormenor), está no limite do lugar de Casal de Álvaro, ao longo da rua António Figueiredo, em direcção ao Raso de Travassô. Na "carta topográfica" do Município, o limite da Freguesia está uns poucos metros depois do cimo da ladeira, quando a realidade o limite é no caminho do Raso, depois do edifício da MARFER e da DISDIS. Para cumulo, parece que há proprietários de e...

Este governo quer rever a "fusão" das Freguesias. E nós, queremos?

Tal como anunciado pelo antigo líder do PS, agora que o partido chegou ao governo, vem dizer, através do S ecretário de Estado das Autarquias Locais, que o objectivo é corrigir erros antes das eleições autárquicas do próximo ano.  Parece que o governo está a "negociar" com a ANAFRE, eventuais alterações ao actual mapa. O presidente desta associação, diz que  " O compromisso que assumimos com o Governo vai no sentido de avaliar o ponto de situação actual face às agregações que existiram" . Ora, transpondo este cenário para a nosso caso, parece que o povo deu uma resposta clara nas ultimas eleições. A meu ver, (e eu que sempre fui contra a agregação) ao darem maioria àqueles que foram responsáveis por essa agregação, acabaram por legitimar tal decisão.  Mas isso não quer dizer que eu tenha mudado de ideias. Como já tenho dito, ainda estão por provar os grandes benefícios apregoados. Se algum beneficio tiramos, foi um virar d...